Na manifestação ocorrida no passado sábado foi-nos possível constatar uma nova realidade que, para o bem de todos, exige cuidada reflexão.
Em tal acto público foi-nos possível verificar a expressão cívica de muitos anónimos que desde há muito se sentiam ou mesmo optavam por estar alheados do exercício de cidadania e que em tal acontecimento, decorrente de um esgotamento social, decidiram evidenciar o seu desagrado.
Um facto desta envergadura, fundado numa discordância veemente com o actual governo e seu primeiro ministro, não se resume apenas a essa motivação limitada.
Tamanha exaustão da sociedade, expressa numa união de propósitos e destinatários políticos, encerra igualmente um enfartamento dirigido não apenas a esse grupo de pessoas mas a todo um rol de realidades que agora tentam sacudir tal responsabilidade.
Não são apenas responsáveis pelo presente estado de coisas o governo mas todos os actores políticos que se revelam desconhecedores e distantes da realidade comum e efectiva.
Não são apenas responsáveis pelo presente estado de coisas os agentes políticos mas também uma comunicação social e opinion makers que agem como que fossem grupo intocável e imaculado.
Não são apenas responsáveis pelo presente estado de coisas os partidos políticos e os média mas igualmente a sociedade actual que opta de modo consideravelmente expressivo pelo alheamento e abstenção cívica.
Assim, cremos ser um imperativo nacional o envolvimento interessado e consequente de todos, encontrando-se a Geração 3 Pês disponível para acolher neste fórum ideias e contributos, firmando assim um compromisso distinto de defesa da sociedade nacional e seu futuro...
... pelas Pessoas, pelo País, por Portugal...
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