Na recta final da campanha, num combate monstruoso contra a abstenção, que penalizará francamente o partido do qual é coordenador, Francisco Louçã deixa um alerta pertinente e transversal que creio, apesar da simpatia escassa que nutro por si, reflectir o grande combate de José Sócrates nestas eleições.
Este diz de modo veemente que «se a abstenção ajudasse o país já teríamos uma solução. Olhem para as últimas eleições. Quando José Sócrates ganhou uma parte do país absteve-se: três portugueses em cada quatro não votaram em José Sócrates para ele ir para o governo».
E reforça, particularmente voltado para os jovens, que «não se abster é uma exigência para todos».
Não deixa de ser claro para os portugueses, pelo que fomos assistindo ao longo dos últimos tempos, a tentativa evidente do PS e de José Sócrates de desmobilizar o eleitorado e fomentar a abstenção, com uma campanha de casos, insinuações e mentira à qual não podemos ficar indiferentes.
A contabilidade é simples: quanto menos pessoas forem votar, maior é a proporção do eleitorado certo e fiel do PS, garantindo uma maior votação comparativa com os restantes partidos.
Assim, a tal suceder, o combate efectivo por uma liderança de governo fica em xeque, onde o desperdício de votos e particularmente a abstenção se apresentam como um ponto forte em benefício do PS, de José Sócrates, e da indesejada manutenção do corrente estado de coisas.
Assim, apesar da distância ideológica sentida com o BE e com Francisco Louçã, se reproduz o seu apropriado alerta, desejando uma adesão maciça às urnas no próximo Domingo...
... Pelas pessoas, pelo país, por Portugal...