Factos há, em consequência do discurso de Tomada de Posse do Presidente da República, que provocam enorme preocupação e revelam necessidade de reflexão.
Entende-se que o PS não tenha ficado agradado com tal discurso, como manifestou de seguida o seu líder da bancada parlamentar, mas será de bom tom o atraso do Primeiro Ministro ao preceito protocolar de cumprimentos ao Presidente empossado?
Entende-se que não se concorde com o método ou palavras do Presidente da República na sua intervenção, mas é concebível que um partido com assento parlamentar e deputados de outros partidos recusem abertamente não o cumprimentar no momento institucional destinado a esse efeito?
Entende-se que hajam proximidades ou divergências de fundo entre certos actores e partidos com o Presidente da República, mas deve o real e efectivo diagnóstico ontem apresentado ser aproveitado deste modo claramente oportunista?
Entende-se que o PSD não pretenda falar demasiado em crise politica, pelo receio estratégico de a consumar, mas pode-se ficar indiferente às palavras do líder do principal partido da oposição quando diz que o Governo continua a ter condições para governar?
Não cremos que os agentes políticos revelem sentido de estado e consciência do pulsar social que se vive, pelo que mais do que nunca se torna imperativo um Pano Preto de Protesto...
... pelas Pessoas, pelo País, por Portugal...
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